
O tablado onde ocorrerá o julgamento já está pronto. Ele foi montado ao noroeste da praça, e possui 1,5 m de altura. Muitos vilagers estão esperando o julgamento começar.
O Nobre (como é conhecido o tal nobre descalço, senhor do vilarejo, um elfo loiro com roupas de classe de cores vivas) sobe no tablado acompanhado de perto por seu segurança Cleveland (raça não identificada, mas lembra um orc gigante, só que com traços mais suaves e bonitos. Ele possui uns 3 metros de altura, suas asas tipo membranosas estão fechadas, usa uma armadura completa vermelha e carrega sua espada larga de 2,5 metros apoiada no ombro).
O Nobre toma o seu lugar enquanto Cleveland fica fazendo ronda no tablado. O nobre manda trazer o acusado (Glorfindel está acorrentado nas mãos e nos pés, usa roupas simples, fica de pé na frente do juíz e de costas para o povo)e então começa a anunciar o início oficial do julgamento (motivos, data do incidente, data atual ...). Ele explica que primeiro serão ouvidas as versões das vítimas, depois a do acusado e de suas testemunhas. Após ouvir tudo ele fará as perguntas e então declarará o veredito.
Ele manda subir as vítimas (Anita, Antônio, Henry)
23 comentários:
Eu estava vindo do riacho, tinha acabado de lavar roupa. Quando estava chegando em casa ouvi uma gritaria. Era o povo honesto da vila sendo assassinado por esse monstro aí. Deviam era degolar ele igual se faz com frango! Ele matou nossas crianças. Certeza que se eu tivesse ido fazer compras em vez de lavar roupas tinha morrido também, já que o mercado era para aqueles lados.
Olha aqui seu Nobre, mata esse coisa ruim aí, mesmo ele sendo da tua raça, para ele não ter cria nenhuma e num ensinar coisa errada para mais gente.
mestre, o cara está descalço mesmo?
Eu era o segundo tenente naquele dia. Ouvimos o apito da guarda de chão. Fui eu, o 1º tenente, o Sargento e mais 3 soldados. Quando chegamos lá estava uma gritaria só. Tinha umas crianças com flechas na cabeça, peito, pescoço. Pior cena que já vi. Pensei até que fossem orcs. Não sabia de onde tinha vindo as flechas.
Até que o sargento viu o desgraçado. Só deu tempo de gritar e o sargento caiu no chão, morto por uma flecha, direto no peito.
Daí fomos lutando até a morte. Vi meus amigos da guarda lutando e morrendo. Até o povo da vila eu vi lutando. Mas teve uma hora que não aguentei mais e caí. Parecia que tinha dormido. Só me lembro que quando acordei vi o maldito me segurando. Não sabia mais o que estava acontecendo. Ele me mata depois me salva. Para te falar a verdade até agora não entendi o que ele queria.
HAHAHAHAHAHAHA!
Tá sim. Descalço igual a um Halfling.
ESSE CRETINO FILHO DE UM GOBLIN COM UM RATO MERECE É SER PENDURADO EM PRAÇA PÚBLICA. TODO DIA UM CIDADÃO DA VILA PODE ENFIAR UMA AGULHA ONDE QUISER! FAZER ISSO ATÉ ESSE VADIO MORRER DE FOME. SÓ DARIAMOS ÁGUA PARA ELE.
Nesse momento os gritos do povo ficam tão fortes que parece até um grito de guerra. Os guardas começam a ter problemas para segurar a multidão, que parece querer subir no tablado para fazer justiça com o prisioneiro.
Eles só param quando Cleveland abre suas asas e solta um rugido apavorante. Neste momento todos parecem paralizar de medo. Momentos depois todos ficam bem longe do tablado, até mais do que antes.
Não se deixe enganar caro senhor Nobre! Esse urubu careca só salvou as pessoas quando viu que,se continuasse lutando, iria morrer. As flechas estavam quase o matando. Sua única chance de ficar vivo era mentindo. Ele mata nosso povo e tenta ser gentil curando alguns que ele mesmo feriu! ISSO É RIDÍCULO! Não se deixe enganar caro senhor! Puna este maldito com o pior dos castigos, com a pior das mortes!
Certo Senhores. Agora vamos ouvir o acusado.
Glorfindel, pode nos contar o que aconteceu, para que este seja um justo julgamento?
In off: mestre, o Henry é gente fina hein!!!
Mussa, vou fazer minha defesa e digitar aqui amanha, ok? hoje to meio cansado e já to indo embora...
Mestre, ao me dirigir para o centro do julgamento, olhei para ver quem dos caras etavam ali na hora.
Depois, parti para o meu depoimento.
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Caríssimo nobre, caso queira usar alguma magia para detectar verdade ou mentira, acredito ser bastante válida para mim, pois mostrará que minha versão não é mentirosa.
Antes de chegar ao vilarejo em que estamos, me deparei com uma garotinha na estrada, correndo descontrolada numa carroça, salvei a vida dela e ela me pediu pra salvar a vila dos orcs!
Decidi ajudá-la, pois sou clérigo de Corellon e a bondade está em nossos corações. Ao me aproximar da vila, vi, com toda a certeza possível, vários orcs. Ataquei e me defendi. Eles reagiram atirando flechas e me acertando. Foi uma luta demorada, e, quando recuei para voltar onde tinha deixado a menina, ela havia desaparecido.
Quando vi o que realmente havia ancontecido, me entreguei ao povo para ser preso. Em seguida vieram meus amigos e me falaram o que eu havia feito.
Eu só posso concluir disso que fui enfeitiçado, talvez por alguém que usou a forma da garotinha para me comover e me forçar a lutar contra os orcs.
Eu realmente vi orcs, por isso acho que fui vítima de algum encantamento.
Apelo à sua linhagem élfica para sondar a verdade que há em meu coração e, se existe alguma coisa que eu puder fazer para ajudar a vila e me redimir, eu o farei. Preciso descobrir quem fez isso comigo e trazer o verdadeiro assassino para ser julgado.
Nessa terra distante, só tenho a mim mesmo e agora, minha vida pertence a esse povo, até que eu consiga fazer justiça.
Sei que aqueles que morreram nunca mais voltarão e que sempre serei visto como um monstro, mas, tentei curar todos os que pude, priorizando as crianças, antes que mais estragos pudessem se tornar irreparáveis!
Caríssimo nobre, apelo à sua bondade e também ao seu senso de justiça. Se eu realmente quisesse ter feito mal à esse povo, não teria voltado para curar os ainda vivos.
Minha liberdade está em suas mãos e, mais uma vez, afirmo: caso haja alguma coisa que eu possa fazer que lhe valha alguma coisa ou ao povo, eu o farei, mesmo que precise arriscar minha vida.
Rogo-lhe e aos aldeões, perdão pela minha fraqueza em ser enganado por algum encantamento, e peço pela bondade e pelo amor que sentiam pelos que morreram, que me deixem ir atrás de quem fez isso comigo.
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Mussa, abaixei a cabeça em respeito aos mortos e fiz uma oração em élfico para Corellon, depois me sentei novamente onde é meu lugar.
Eu subo no palco e fico de frente para o juiz:
Eu sou uma testemunha de defesa!
Primeiro ponto: apesar de saber que o senhor possui a autoridade para julgar crimes acontecidos em seu vilarejo, o senhor deve saber que NÃO possui autoridade para julgar SOZINHO um clérigo da igreja do Sagrado Senhor Corellon. Quebre esta regra e o senhor estará se postando DIRETAMENTE CONTRA a igreja do Protetor. Sendo assim, este julgamento NÃO possui validade legal para a igreja.
Ponto número dois: sabemos que o senhor Glorfindel estava realizando milagres de cura APÓS o incidente. Sendo assim, ele NÃO perdeu a benção do Senhor Corellon Larethian, uma das mais BONDOSAS das divindades.
QUEM ÉS TU que se julga mais sábio e mais justo que um bondoso DEUS???
Terceiro e último ponto: em que ajudaria os familiares das vítimas qualquer ato de repressão contra uma pessoa que também foi vítima? Qualquer um que conviva, nem que seja por apenas UM DIA, com o irmão Glorfindel perceberá que ele, desde que esteja com plena consciência dos seus atos, não faria nada minimamente parecido com o ocorrido aqui no vilarejo.
Sendo assim, pergunto novamente ao senhor: De que adiantaria prejudicar mais uma vítima nesta história? Ainda mais deixando o verdadeiro agressor, aquele que enganou Glorfindel, ficar livre e impune?
Entendo.
Mais alguém gostaria de prestar seu depoimento, a favor do acusado?
Sim meu senhor....subo no palco e após fazer uma reverência ao nobre.........Permita-me, meu caro irmão, poupar-lhe de um fardo, poupar-lhe de carregar p/ o resto de sua vida o peso de punir um inocente....Por favor, não me entenda mal, sei que o senhor é extremamente justo....mas tratar Glorfindel como um assassino frio e sanguinário é tão incoerente como o sol brilhar no meio da noite... Meu nome é Solos e provavelmente sou quem ha mais tempo conheçe Glorfindel por aqui. Inúmeras batalhas, incontáveis caminhos, mas em nossos corações somente um objetivo : A luta contra o mal. O mal que atormenta nossas Terras tão distantes, o mal que ronda até mesmo esta pequena Vila em forma de criança indefesa. Acredito, indubitávelmente, nas palavras de Glorfindel pois de sua boca sempre saiu a verdade e penso em quão baixo foi a estratégia do inimigo, usar justamente o coração puro de Glorfindel como ferramenta para toda esta tragédia.
Vamos começar analisando o óbvio: Glorfindel É CULPADO pelo massacre, sendo que até mesmo ele admitiu sua culpa.
Mas notemos que ele nega veementemente, mas não prova, o dolo de sua atitude. Sugere ele que usemos magia para provar sua inocência. Como uma vez disse um estudante das artes místicas, "Qualquer um poderoso ou teimoso o bastante vence a magia usando sua vontade". Esta frase suscinta todo a idéia de que a magia NÃO é a melhor ferramenta para desnudar a mentira. Sendo assim, não substituirei minha inteligência por uma ferramenta manipulável como a magia. Também não espere que eu substitua a justiça que possuo no meu peito pela bondade, uma vez minha função aqui é julgar, e não perdoar.
Agora, sobre as objeções desta linda criança [aponto para Talindra], entenda que todas as principais religiões do continente me autorizaram a julgar qualquer membro do chamado "baixo clero" sem me preocupar com prévia autorização, desde que eu mande o veredicto ao seu templo responsável. Seguindo este raciocínio vemos que este julgamento será validado para a igreja de Corellon assim que eu mandar o veredicto para o templo de Águas Profundas.
Agora pergunto para a senhora, como e quem me certifica que as habilidades de cura do senhor Glorfindel são uma graça divina, e não uma falsificação arcana? E, sendo provado o milagre, como seria provada a sua ligação ao senhor Corellon, e não à outra entidade menos, digamos, bondosa? E, sobre sua pergunta de quem sou eu, Laumior "Nobre Descalço" Melelpukiir. Não sou um Deus mas tenho certeza que sou uma das ferramentas utilizadas por eles.
Solos, todos possuem seu devido lugar, não espere que durante uma batalha eu pessa para lutar em seu lugar, pois isso seria incoerente. Então não pessa para julgar em meu lugar, até porque este nunca foi um fardo, mas sim um prazer.
Saibam que eu sei do seu passado. Sei que um de vocês, Gorne River, já foi preso por problemas de comportamento. Sei também que, mesmo intitulando-se e agindo como clérigo de Corellon, não existe nenhum registro seu na igreja de Corellon. Também nunca ouvi dizer, ou li a respeito de suas famílias. Vocês, na região norte, não existem oficialmente. Como poderia confiar em quem não existe?
O povo do vilarejo precisa de justiça, mas eu pude sentir uma extrema sinceridade em suas palavras. Graças à sua visível ausência de dolo, o senhor Glorfindel será executado de forma rápida e indolor, através da guilhotina. Sua execução será no dia 10 de Marpenoth [daqui a 180 dias (6 meses)]. Caso os verdadeiros responsáveis sejam trazidos até o dia da execução, esta decisão poderá ser reformulada. Neste meio tempo o acusado ficará preso no presídio do norte, localizado na cidade de Águas Profundas.
IN OFF: Que isso, mestre!!!!! porra, a cena ainda não acabou!!! Vamos com calma, eu quero mais uma ação, e acho que os outros tem o direito de argumentar.
In On:
>>Eu me levanto e falo:
Só ha dor em meu coração em saber que um elfo duvida de outro e não tem fé o suficiente para ver as obras de Corellon, visto haver dito ter inteligência.
Espero que Corellon perdoe a todos por esse assasinato que vão cometer!
Não preciso provar a ninguém que ele está comigo, pois eu tenho fé mais que suficiente para sentí-lo e ter a certeza de que, se eu estender a mão, a força de Corellon pode ser usada para ajudar alguém. Mesmo que não seja elfo ou fiel!
Solos sabe, pois me acompanhou desde sempre, que minha fé e os milagres que eu faço, são autênticos e não resultado de bruxaria arcana, como o nobre Laumior ousa afirmar, ofendendo a honra de nosso sábio Deus!!!
Espero que, quando morrer, sejas julgado pelo próprio Corellon na hora da sua morte. Que ele te julgue em virtude da decisão que sua inteligência o fez tomar.
Somos todos senhores de nossos atos, mas devemos responder por eles. Acredito nisso, ao contrário, teria fugido para a floresta! Mas covarde é uma coisa que não sou, e nunca serei. E sempre que uma criança em prantos chegar a mim pedindo ajuda, ou qualquer outro necessitado, mesmo contra MIL ORCS, eu tentarei ajudá-la, mesmo que morra!!!
Já que descarta, caro nobre, tão veementemente a hipótese da magia sobrepujar a mente, vasculhe em seu coração se, quando jovem e inexperiente, nunca foi vítima de magia! Pois penso que nenhum ser vivo nasceu preparado para vencer qualquer obstáculo. Ele aprendeu com erros.
>>Volto a me sentar.
Nem esquenta, pode postar suas ações sossegados que vão valer normalmente. É que se eu for ficar esperando resposta cada vez que postar o jogo vai enrrolar demais.
Fiquem a vontade para postar suas atitudes. Este jogo tem que ser dinâmico e maleável.
Glorfindel, entenda que maioria esmagadora das pessoas que você feriu, letalmente ou não, não possuem a vossa FÉ no Protetor. Suas vidas nunca serão lembradas nas atitudes distantes dos deuses. Cada habitante desta vila é um quase nada muito distante dos "ABENÇOADOS" deuses. Minha responsabilidade é a de cuidar de CADA UM destes cidadãos como prioridade, e eles sabem disso, por isso mesmo têm fé em mim. Quando temos fome não devemos rezar, devemos plantar. Assim como quando julgamos um CRIME, não devemos ter FÉ, devemos analisar as provas.
O fato de alguém estar a mando do senhor de todos os lordes, seja isso o que for, não me intimidará nem me atrapalhará em um julgamento de um caso tão atroz como foi este.
Preste atenção que eu acredito SIM em sua inocência. Tanto eu acredito que, se alguém, seja lá quem for, me trouxer o verdadeiro culpado dentro de 180 dias, um novo julgamento deverá acontecer.
Uma pergunta para o senhor: Sua fé em sua própria igreja é tão baixa que o senhor não consegue acreditar que a poderosa igreja de Corellon conseguirá trazer os verdadeiros responsáveis até mim em 180 dias? Aonde está sua fé em SUA PRÓPRIA igreja?
Minha fé está no próprio deus corellon. A igreja, apesar de importante, é feita de seres humanos. Pessoas limitadas. E, acredite, o menor dos insetos será lembrado pelos deuses, pois foram criados por eles! Ainda mais nosso glorioso Corellon Larethian!
Minha fé em Corellon é tão imensa que, quando tenho fome, não preciso plantar, posso criar minha comida!
Espero que tenha esclarecido alguns pontos relativos a fé para o senhor, caro nobre. Que, por ser elfo, devia ter esses esclarecimentos quando educado desde criança.
É assim que acontece de onde venho.
Agradeço por considerar minha inocência.
Meu Senhor, barão Laumior, lembre-se que nós, representantes mundanos dos Deuses, somos os responsáveis de cumprir às Suas vontades no plano material.
Sendo assim, os Deuses lembram-se indiretamente de todos aqueles que nós, seus representantes, se lembram.
Também acredito que a virtude de Glorfindel, de criar comida baseando-se no poder de Deus, NÃO possa ser seguida por todos. Caso isso aconteça, teremos um mundo de mendigos, que prefere pedir a produzir. Sua utilização massiva no lugar do trabalho corromperia o milagre legítimo.
Me parece que a fé de Glorfindel em Corellon é legítima. Digo isso não graças a uma magia, mas à constante convivência que tive com este por algumas dezenas. Me parece que Glorfindel não perdeu a fé em Corellon, apenas parou de acreditar que todos os elfos honrados seguem a sabedoria élfica. Eu SEI que a igreja de Corellon irá fazer o possível E o impossível para, em menos de 180 dias, trazer o(s) verdadeiros culpados pela chacina.
Após dizer isso eu monto em meu sagrado Timão e vou até Águas Profundas imediatamente buscar ajuda política para começar as investigações sobre o caso.
Levem o prisineiro, Glorfindel Radell, até a cela local. Ele ficará preso neste vilarejo até a chegada da escolta de Águas Profundas!
Oba! Mais daquela boa jornada gastronômica!
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